HGIS inicia campanha de vacinação contra COVID-19

Os colaboradores do HGIS começaram a receber a primeira dose da vacina contra a COVID-19, na última quinta-feira (21). Foram escolhidos representantes de cada categoria profissional que atua na linha de frente para dar o pontapé inicial.

“O início da imunização nos traz esperança de dias melhores. Receber a vacina nos deixa mais seguros e resilientes para continuar nossa luta”, diz o intensivista Dr. Eduardo Mendes Motta, um dos primeiros a receber a imunização.

A técnica de Enfermagem da UTI Adulto, Suelem Pereira Campos, se emocionou ao receber a primeira dose da Coronavac. “É o início de uma vitória que já era muito esperada por nós, profissionais de saúde. Tomar a vacina traz a sensação de que coisas boas virão”, diz.

Vale lembrar: a vacina não exclui a necessidade de seguir com os hábitos de segurança, como o distanciamento social, uso correto de máscara e higienização frequente das mãos.

Pediatra do HGIS está entre as primeiras pessoas vacinadas do Brasil

Após a aprovação da Anvisa, o Governo do Estado de São Paulo começou a vacinar sua população, de acordo com os critérios de prioridades estabelecidos no Plano de Vacinação. Profissionais da saúde de diferentes cidades de todo o Estado foram convidados para o início da campanha, que aconteceu no Hospital das Clínicas no último domingo (17).

Do HGIS, a representante escolhida foi a pediatra Dr.ª Celia Regina Moreira. “Fui avisada no dia! Foi tudo muito rápido, muita euforia”, conta a médica. Ela atende por aqui desde 2015, intercalando entre Pronto Atendimento e Bloco III e foi a primeira profissional do HGIS a receber a imunização, em todo o país.

“Tinha muita gente lá, estava todo mundo emocionado, sobretudo os cientistas. A sensação é de que vivemos um momento histórico”, afirma a pediatra.

“A COVID-19 teve um impacto muito grande na vida de todo mundo, trouxe muito medo. Eu tenho um filho com imunodeficiência, então no início da pandemia conversei com meu marido e optei por sair de casa, para ver como a situação iria se desenhar. Fiquei fora por três meses”, relata.

Para a Dr.ª Celia, a chegada da vacina muda tudo. “Eu vou me sentir mais segura agora, sem aquele medo de ficar doente e transmitir para a minha família”, declara. “Agora a gente pode ter esperança de conseguir controlar essa pandemia. Vai levar um tempo, mas a gente chega lá”, finaliza.

Como estamos diante do novo normal?

Como estamos diante do novo normal?

Como estamos diante do novo normal?

A pergunta é uma provocação, que pode evocar um mundo de sentimentos e necessidades despertados pela reorganização da sociedade após a pandemia do novo coronavírus. Esse questionamento guiou uma dinâmica realizada com os colaboradores do HGIS, com o apoio do jogo Grok.

O que começou como uma atividade descontraída se tornou uma oportunidade para os participantes apresentarem suas fragilidades de maneira clara e direta, ao lado de colegas com os quais se sentiam confortáveis em se abrir.

“Foi uma surpresa para mim. Confesso que subestimei a dinâmica, mas serviu de aprendizado para encarar dificuldades e bloqueios”, afirma a supervisora da Nutrição, Amanda Nobre.

A atividade fez parte do Plano de Acolhimento aos Funcionários, elaborado para atender aos colaboradores do hospital durante a pandemia de COVID-19. Mais de 60 pessoas jogaram Grok, ao longo das 21 sessões realizadas no Espaço Bem Estar.

“O Grok se tornou uma ferramenta muito importante para ajudar os nossos colaboradores a lidar com o momento atual. Durante a dinâmica, muitos tiveram espaço para falar sobre suas necessidades e sentimentos como isso repercutiu na vida pessoal, social e financeira”, relata a analista do Treinamento, Adriana Caetano, mediadora da atividade. “Foi possível observar de forma mais clara essas fragilidades e trabalhá-las em um contexto maior”, disse.

 

Além de ter uma boa adesão do quadro de funcionários, o jogo também inspirou alguns colaboradores a buscar apoio e acompanhamento psicológico. Quem participou, aprovou e agradeceu a iniciativa da instituição.

Fisioterapeutas compõem time de profissionais da linha de frente

A pandemia trouxe grandes desafios na reabilitação de pacientes com COVID-19. Para os fisioterapeutas, isso significou ganhar as páginas de jornais e redes sociais, reconhecidos como fundamentais na luta contra o coronavírus. “Eu até falo para as meninas que a gente está na moda agora”, ri Carla Aparecida de Sousa, fisioterapeuta do HGIS.

Carla é uma das profissionais que atende na UTI Adulto e viveu de perto todo o período mais turbulento da pandemia. Há seis anos trabalhando na unidade, ela percebe que os cuidados redobraram neste período. “A forma como nos paramentamos mudou, a atenção precisa ser ainda maior. Além disso, é um paciente mais vulnerável, que exige mais de nós na parte de reabilitação cardiopulmonar e musculoesquelética”, afirma a fisioterapeuta. 

O fisioterapeuta Gerles Calsolari explica que, por conta desse cuidado maior, os profissionais precisam ficar mais atentos ao manuseio do ventilador e ao momento adequado para fazer o “desmame” – como é chamado o momento em que o paciente deixa o respirador mecânico. “Para isso, é preciso estar atualizado e sempre observar as novidades acadêmicas. Isso faz com que nosso trabalho se torne mais aprimorado e traga melhores resultados”, explica o fisioterapeuta.

Durante esse momento, alguns profissionais do Centro de Reabilitação também foram convocados ao combate da COVID-19. Foi o caso da fisioterapeuta Aline Heringer, que há cinco anos está no HGIS e nos últimos três trabalhou exclusivamente com fisioterapia ortopédica. Contudo, durante a pandemia, passou a atender os pacientes internados no Bloco IV. “Mundos totalmente diferentes. Com a pandemia, foi preciso estudar, ler artigos, para conseguir entender essa realidade”, relata.

Desde o início de setembro, o HGIS retomou cirurgias eletivas e terapias em grupo, o que significou uma volta de muitos profissionais que estavam focados unicamente no tratamento de pacientes com coronavírus aos seus setores de origem. Mas o cuidado prossegue. 

“Notamos que estamos prestes a voltar à nossa rotina. Porém, como a questão da virulência da COVID-19 ainda não foi sanada, todo cuidado se faz necessário na avaliação e condução de casos suspeitos com todo cuidado de sempre”, diz Calsolari.

 

Isolados, pacientes com COVID também precisam de cuidados psicológicos

A atual situação de pandemia é um momento inédito na vida da maioria das pessoas. Mesmo quem vivenciou o surto de HIV nos anos 1980 ou de H1N1 em 2009 não se deparou com um ambiente tão restritivo. O distanciamento social, necessário para prevenção contra o coronavírus, tem alterado a dinâmica social. Distantes, aumentam as chances de pessoas desenvolvendo distúrbios emocionais. É nesta conjuntura que o papel do psicólogo se sobressai.

“É um momento em que o paciente vivencia grandes perdas, principalmente relacionadas à liberdade. Isso favorece o medo, a angústia e até mesmo a fantasia, além do sentimento de risco iminente de morte”, detalha a psicóloga Jéssica Aparecida Silva.

Além dos sintomas comuns, como febre e tosse, a COVID-19 é marcada também pela solidão. Sem poder receber acompanhantes, os pacientes ficam sozinhos durante o internamento, dia após dia. “A ausência dos familiares tem intensificado o sofrimento, a ansiedade e outras demandas psíquicas. O psicólogo entra como auxiliador dessas questões, trazendo conforto e bem estar aos pacientes”, explica a psicóloga Giorgia Cruz.

Se o bom atendimento psicológico é fundamental, o bem-estar emocional dos colaboradores se mostra tão necessário quanto. “O psicólogo pode colaborar oferecendo suporte emocional, tanto em grupos quanto de maneira individual, visando à prevenção e promoção de saúde mental”, aponta a psicóloga Natalia Fortunato.

“Tal suporte previne o esgotamento mental, o estresse e o bornout“, afirma Cruz. Nesse sentido, o HGIS abriu um canal de suporte via WhatsApp (11 97542-5293), para que seus colaboradores encaminhem perguntas relacionadas ao momento atual.

Mudança de rotina

Desde o início da pandemia, as psicólogas do HGIS viram sua rotina mudar. “A higienização de mãos se tornou ainda mais frequente, a comunicação com a equipe teve que se tornar ainda mais eficaz e começamos a utilizar EPI que não utilizávamos anteriormente”, conta Silva. “Também realizamos atendimento aos familiares no horário do boletim informativo, momento em que eles recebem informações sobre o paciente internado”, complementa Fortunato.

Essa última mudança também abre espaço para que os psicólogos observem novas necessidades. “É preciso preparo adequado para atuar e manejar um ambiente permeado por tensão e temores, promovendo um ambiente de resiliência e adequação do trabalho em equipe”, diz Cruz.

Foto de capa: da esquerda para direita, psicólogas Jéssica Aparecida Silva, Giorgia Cruz e Natalia Fortunato.

"É um momento em que o paciente vivencia grandes perdas, principalmente relacionadas à liberdade. Isso favorece o medo, a angústia e até mesmo a fantasia, além do sentimento de risco iminente de morte".
Jéssica Aparecida Silva
Psicóloga
"A ausência dos familiares tem intensificado o sofrimento, a ansiedade e outras demandas psíquicas. O psicólogo entra como auxiliador dessas questões, trazendo conforto e bem estar aos pacientes".
Giorgia Cruz
Psicóloga
"O psicólogo pode colaborar oferecendo suporte emocional, tanto em grupos quanto de maneira individual, visando à prevenção e promoção de saúde mental".
Natalia Fortunato
Psicóloga

Notícias falsas atrapalham o combate ao coronavírus

Em tempos de pandemia, as fake news podem proliferar em velocidade parecida com a propagação do próprio coronavírus. É preciso estar atento ao que se lê em redes sociais e sempre – em absolutamente todas as vezes! – checar o conteúdo antes de compartilhar. Essa simples medida pode fazer a diferença na hora de salvar vidas.

Onde checar?

– Página do HGIS na intranet, exclusiva sobre a COVID-19

– Site e redes sociais da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, do Ministério da Saúde e do Centro de Vigilância Epidemiológica

Confira algumas fake News sobre o novo coronavírus:

– Todos que circulam no hospital devem utilizar máscaras para se proteger: FALSO;
Para quem não tem contato direto com pacientes, lavar as mãos é mais eficiente que usar máscaras: VERDADEIRO;

– Usar máscara cirúrgica e N95 ao mesmo tempo aumenta a proteção contra o coronavírus: FALSO;
Usar máscara cirúrgica e N95 ao mesmo tempo não garante proteção e é desperdício de EPI: VERDADEIRO;

– O coronavírus foi criado em um laboratório da China: FALSO;
O coronavírus tem origem natural, segundo estudo dos EUA: VERDADEIRO;

– A aposentadoria dos idosos que não ficarem em casa vai ser suspensa: FALSO;
Aposentados e pensionistas do INSS terão o 13º salário adiantado, para abril e maio: VERDADEIRO;

– Gargarejo com água morna previne contra o coronavírus: FALSO;
Receitas caseiras não previnem nem curam a COVID-19: VERDADEIRO;

– O governo está escondendo informação da população: FALSO;
O governo está divulgando os casos confirmados diariamente: VERDADEIRO;

– O coronavírus só atinge pessoas idosas: FALSO;
O coronavírus pode atingir pessoas de todas as idades: VERDADEIRO.

Lembre-se: a higienização das mãos e do ambiente é fundamental contra o coronavírus

Cada vida importa: as ações do HGIS no combate à COVID-19

A pandemia mundial da COVID-19 é uma questão de saúde pública e nós, profissionais de saúde, somos fundamentais no enfrentamento desta doença. Para cumprir esta missão é preciso desempenhar um trabalho colaborativo e ter responsabilidade com as informações.

O HGIS criou um Comitê de Crise da COVID-19, que se reúne periodicamente para definir as ações, com base em evidências científicas e orientações do Ministério da Saúde, Centro de Vigilância Epidemiológica e Secretaria Estadual da Saúde.

Foi criada uma página especial na intranet, com atualizações frequentes de informações pertinentes para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus. Além disso, várias medidas foram tomadas para evitar a propagação do patógeno:

  • Adequação de fluxo de atendimento: pacientes com sintomas gripais serão atendidos na área até então usada como Pronto Socorro da G.O.;
  • Comunicação visual nas recepções com orientações à população sobre o uso de máscaras, higienização das mãos, entre outras informações pertinentes;
  • Refeições servidas somente pela equipe de Nutrição no refeitório e número de lugares reduzidos, para aumentar a distância entre as pessoas;
  • Elaboração de protocolos de atendimento;
  • Limite de até 10 pessoas em reuniões e 1 metro de distância entre elas;
  • Cancelamento de todos os eventos agendados;
  • Restrição de visitas e acompanhantes;
  • Ampliação da oferta de pontos de álcool em gel.