Simulado treina atendimento de múltiplas vítimas

Uma situação com múltiplas vítimas exige que profissionais de saúde estejam preparados e bem alinhados quanto ao papel de cada um e ao que fazer. Pensando nisso, o HGIS promoveu, no dia 9 de dezembro, um simulado para treinar seus profissionais para esse tipo de emergência.

O simulado acontece anualmente no hospital e este ano contou com a participação de 47 colaboradores. Desta vez, o foco foi treinar a montagem dos espaços que recebem as vítimas.

“A montagem foi rápida, mas dá para reduzir ainda mais esse tempo”, pontuou a coordenadora de Qualidade Gisele Morgado na ocasião. “Uma boa alternativa para isso é escolher um líder de montagem, para facilitar a comunicação entre os colaboradores que chegam ao local e o que precisa ser feito”, sugeriu.

O simulado dividiu os colaboradores em três equipes: amarela e vermelha, que montaram suas bases dentro do Hospital Dia, e verde, que ficou a postos no Pronto Socorro. As cores correspondem ao nível de urgência no atendimento. 

Participaram do simulado profissionais de diversas áreas do HGIS, da equipe de enfermagem a manutenção clínica. O enfermeiro Tiago Cordeiro, da UTI Adulto, participou pela primeira vez do treinamento;

“A gente consegue visualizar como seria em uma situação real e isso prepara a gente para lidar com o que pode acontecer. Todas as equipes envolvidas treinam para desempenhar sua função corretamente, criando um cronograma, uma ordem de tarefas e acelerando o atendimento”, explica Cordeiro. 

Prevenção de suicídio é dever de todos nós

No mundo, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre pessoas entre 15 e 29 anos, no entanto, a incidência de suicídio em pessoas com 70 anos ou mais também é elevada. A redução da perda de vidas devido a suicídio tornou-se um objetivo internacional imprescindível em saúde mental. 

Compete aos serviços de saúde o planejamento de estratégias em prevenção com foco em avaliar diagnóstico, tratamento e encaminhamento. No HGIS, um protocolo de assistência Multiprofissional ao paciente com risco de suicídio foi desenvolvido com o objetivo de orientar a equipe na identificação, prevenção e manejo de pacientes com risco de suicídio.

Na admissão do paciente, qualquer membro da equipe multiprofissional pode identificar o risco de suicídio representado pelos seguintes critérios: tentativa de suicídio e ideação suicida além da impressão subjetiva do profissional, conforme risco psiquiátrico do instrumento de avaliação de risco. Detectado o risco, a equipe de psicologia deve ser acionada para avaliação e acompanhamento do caso.

O tratamento deve ser individualizado e o seu principal objetivo é a proteção do paciente. Sendo assim, deve-se avaliar o risco iminente de tentativa de suicídio, a identificação de familiar responsável e a articulação em rede com os dispositivos existentes em saúde mental.

Cada membro da equipe assistencial possui responsabilidades específicas no manejo do paciente:

Médico: Descartar quadros infecciosos; verificar medicações de uso contínuo com familiares e/ou cuidadores e garantir continuidade durante hospitalização; controle de agitação psicomotora: medicamentosa e/ou mecânica; solicitar avaliação psiquiátrica via CROSS assim que estabelecida estabilidade clínica; e registrar o risco de suicídio no prontuário, bem como o plano de cuidado implementado que inclui segmento psiquiátrico.

Enfermagem: Realizar ronda da enfermagem a cada 2 horas e providenciar adequação do quarto (retirada de perfurocortante e suporte de ferro, encurtamento das campainhas, retirada de suporte de soro).

Psicologia: Compartilhar o caso com equipe médica para solicitação de avaliação psiquiátrica, caso o risco de suicídio seja confirmado; e agendamento de seguimento com psicologia na rede básica de atenção.

Nutrição: Dispensação de dietas: Usar colher descartável em substituição ao kit talher para o paciente e acompanhante; usar copos de isopor; liberar refeições para os acompanhantes no próprio leito; dispensar refeições de forma que não seja necessária a utilização do talher cortante; e comunicar o risco ao copeiro.

Farmácia: Avaliar a prescrição dos medicamentos; e educar o paciente e acompanhante quanto ao uso dos remédios.

Serviço Social: Identificar a rede de apoio familiar e convocar familiares, se pertinente; verificar se o paciente está em acompanhamento, tratamento na rede e/ou em uso de medicações; e orientar a necessidade de acompanhante. Caso não esteja com responsável, convocar.

 

Importância da detecção precoce da sepse impulsiona estudo de caso em reunião científica

Como parte de seu programa educativo regular, o HGIS promoveu uma reunião científica de segurança do paciente na última quinta-feira (30), conduzida pelo supervisor de enfermagem do Pronto-Socorro Elton Rosa Luz.

O encontro teve como tema “Detecção da Sepse no Pronto-Atendimento”. Os participantes analisaram um caso verídico, que aconteceu há pouco mais de dois anos e que despertou algumas iniciativas sobre adaptações necessárias no atendimento de emergências.

“Foi identificado que o protocolo aplicado até então, baseado na literatura vigente, não era tão sensível a ponto de identificar alguns casos específicos de pacientes com sepse. Por isso, além do qSOFA, proposto internacionalmente, precisou-se fazer uma adaptação no sistema de avaliação, considerando as características da nossa população”, afirmou Luz. Surgiu então o Start Auxiliar, uma etapa adicional ao protocolo para aprimorar a ferramenta de detecção de sepse.

Presente na reunião, a gerente de Qualidade Lisiane Gaspary ressaltou a importância de fazer esse tipo de discussão. “Toda vez que temos um evento, a gente precisa parar e pensar no que poderíamos melhorar no processo de atendimento”, disse.

“É bom sempre discutir casos com a equipe, justamente porque muitas vezes é durante esses debates que a gente despertamos a atenção para particularidades”, acrescentou o supervisor de enfermagem do Pronto-Atendimento Elvis Peneres Ferreira.